segunda-feira, 10 de outubro de 2011


Pigmentação Pós Inflamatória


  O tipo mais comum de hiperpigmentação provavelmente é aquela que segue uma inflamação, a chamada Pigmentação Pós-inflamatória. Esse tipo de mancha acontece em áreas que sofreram queimaduras, dermatites alérgicas, dermatites crônicas, dermatite de contato, traumas, machucados, lesões de acne, picada de insetos, etc. É mais comum em pessoas com a pele escura, pois seus melanócitos são mais reativos [1,2].

  A explicação mais aceita  para essas reações seria a simples reação do melanócito à lesão [1]. Um dos mecanismos seria a direta estimulação dos melanócitos pelos mediadores inflamatórios, e/ou pela proliferação celular. A produção de radicais livres ou produtos de células inflamatórias são considerados também estimuladores de melanócitos. Além disso, danos sobre as células epidérmicas estimulam a liberação de indutores endócrinos de pigmentação, como o hormônio α-estimulador melanocitário (α-MSH) [2].

 RL* Radicais Livres

  A radiação ultravioleta e os agentes fotossensíveis podem gerar hiperpigmentação por esse mesmo caminho, por serem lesivos ao organismo. Uma exposição moderada a esses agentes lesivos leva a formação das manchas escuras na pele, ao passo que quando o estímulo é prolongado e severo pode ocorrer as hipopigmentações, que são as manchas brancas denominadas acromias [1].

 
  A melanina produzida durante um evento inflamatório pode entrar na derme (camada intermediária da pele) onde é englobada pelos macrófagos, que são células de defesa. Essas células ficam retidas na derme superior por período prolongado. Então, a pigmentação pós-inflamatória pode ser um problema de longa duração [2]. Nesse sentido, os tratamentos podem ser demorados até atingir um resultado satisfatório e os cuidados pós-tratamento são indispensáveis.

1LERNER e CASE, 1959.
2 ORTONNE e BISSETT, 2008.

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